• 20 Ago 2008 /  Sem categoria

    “Aproveito esta ocasião para refutar, rapidamente, uma objeção que me fez um jornal germano-americano, na altura da publicação da minha obra ‘Contribuição para a Crítica da Economia Política’, surgida em 1859. Esse jornal não está de acordo com a minha opinião (…) de que ‘é o modo de produção da vida material que condiciona o processo da vida social, política e intelectual em geral’. Segundo esse jornal, a minha opinião é sem dúvida exata quanto ao mundo moderno, onde predominam os interesses materiais, mas não para a Idade Média, quando imperava a Religião, nem para Atenas ou Roma, onde reinava a Política. Em primeiro lugar, é estranho que alguém se divirta a supor que se possam ignorar essas expressões mais que conhecidas acerca da Idade Média e do Mundo Antigo. O que é evidente é que a Idade Média não poderia viver da Religião, nem o Mundo Antigo da Política. As condições econômicas de então explicam, ao contrário, por que razão a Religião e a Política representavam, nesta época, o papel principal. De resto, basta conhecer um pouco, por exemplo, da história da República Romana para saber que o segredo dessa história cabe por inteiro na história da propriedade fundiária. Por outro lado, Don Quixote já pagou pelo erro de acreditar que a cavalaria andante era compatível com todas as formas econômicas da sociedade”.

  • 20 Ago 2008 /  Sem categoria

    “Eu deveria…” “Se ao menos eu tivesse sabido…”

    Seja um erro rematado, seja uma decisão equivocada ou uma oportunidade perdida, nós humanos tendemos a nos lamentar pelo passado, muitas vezes em detrimento, ou até paralisia, de nossos esforços atuais e futuro potencial.

    Alguém deveria nos aconselhar a deixar o passado no passado e seguir em frente com nossa vida. Somos seres físicos, e as leis da Física (pelo menos como são agora) ditam que o tempo corre apenas em uma direção. Por que, então, apenas não colocamos o passado atrás de nós, especialmente porque o passado está atrás de nós, quer o coloquemos lá, quer não?

    Este é um conselho que não aceitamos. Continuamos a nos sentir responsáveis pelo que foi, continuamos a tentar reescrever nossas histórias, continuamos a considerar nosso passado como algo que de certa forma ainda nos “pertence”. Algo em nossa natureza se recusa a abrir mão, se recusa a fazer as pazes com o fluxo de mão-única do tempo.

    Sim, nós somos seres físicos; porém há algo em nós que transcende o físico. O homem é uma amálgama de matéria e espírito, um casamento de corpo e alma. É nosso ser espiritual que persiste na crença de que o passado deve ser redimido. É nossa conexão com a essência espiritual de nossa vida que nos concede a capacidade de fazer teshuvá – a capacidade de “retornar” e retroativamente transformar o significado das ações e experiências passadas.

    O que é esta “essência espiritual” com a qual procuramos nos conectar? E como ela nos permite literalmente mudar o passado?

    Não somente o homem, mas todo objeto, força e fenômeno tem tanto um “corpo” quanto uma “alma”. A alma de um objeto é sua massa física, suas dimensões quantificáveis, suas qualidades. A alma de um objeto é seu significado mais profundo – a verdade que ele expressa, a função que desempenha, o propósito ao qual serve.

    Como exemplo, consideremos as seguintes ações: numa viela escura, um bandido armado de faca ataca um membro de um bando rival; a uma centena de metros, um cirurgião se curva sobre um paciente sedado na mesa de operações. O “corpo” dessas duas ações são bem semelhantes: um ser humano segura um objeto afiado de metal e abre a barriga de outro ser humano. Porém um exame da “alma” desses dois eventos – os desejos que os motivam, os sentimentos que os impregnam, os objetivos que procuram atingir – revela que são ações bastante diferentes.

    Em outras palavras, o homem é uma criatura espiritual no sentido em que confere significado a suas ações e experiências. As coisas não acontecem à toa – acontecem por um motivo, significam alguma coisa, têm um determinado objetivo. O mesmo evento, portanto, pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes; como prova disso, dois eventos muito diferentes podem servir ao mesmo propósito e provocar sentimentos idênticos, imbuindo-os com almas semelhantes, apesar da dessemelhança em seus corpos.

    O corpo de nossa vida está totalmente sujeito à tirania do tempo – os “fatos crus” não podem ser desfeitos. Um vôo perdido não pode ser “achado”; uma palavra dura dita a um ente querido não pode ser retirada. Porém a alma desses eventos pode ser mudada. Aqui podemos literalmente viajar de volta no tempo para redefinir o significado daquilo que ocorreu.

    Você dormiu demais, perdeu aquele vôo, e não compareceu a uma reunião de negócios. O significado inicial daquele evento: seu chefe está furioso, sua carreira sofre um retrocesso, sua auto-estima despenca. Porém você se recusa a “deixar o passado para trás de você”. Você fica remoendo aquilo que aconteceu. Você se pergunta: o que isso significa? O que isso me diz sobre mim mesmo? Você percebe que não se importa realmente com o seu emprego, que sua verdadeira vocação está em outra parte. Você resolve começar de novo, num esforço menos rentável porém mais realizador. Você voltou no tempo para transformar aquela hora extra de sono num despertar.

    Ou você tem uma discussão, perde a cabeça, e fala aquelas palavras imperdoáveis. Na manhã seguinte estão amigos novamente, concordando em “esquecer o ocorrido”. Porém você não esquece. Está horrorizado com o nível de sua insensibilidade, você agoniza pela distância que suas palavras colocaram entre vocês dois. Seu horror e agonia fazem você perceber como vocês são importantes um para o outro, o quanto você deseja a proximidade com aquela pessoa que você ama.

    Você voltou no tempo para transformar uma fonte de distância e desarmonia num catalisador para uma intimidade e amor maiores.

    Na superfície material de nossa vida, a regra do tempo é absoluta. Porém em seu lado espiritual, o passado é apenas uma outra vista da vida, aberto a exploração e desenvolvimento com o poder transformador da teshuvá.


  • 20 Ago 2008 /  Sem categoria

    Tecnologia é algo maravilhoso!

    Já imaginou participar de importantes conferencias, palestras e reuniões a partir da internet?

    Isto é possível com a tecnologia do pessoal da Sua Sala! No seu escritório, em sua casa ou até em uma lan house, basta um micro conectado, microfone e caixas acústicas e você poderá interagir com pessoas em qualquer lugar no mundo em uma das salas on line da Sua Sala.

    Confira, vale a pena!

  • 17 Ago 2008 /  Sem categoria

    Somos guiados pelos nossos primeiros anos de vida, ou desenvolvemos nossa personalidade ao longo de nossa vida? Existe um destino escrito sobre como será nossa vida, ou temos o livre arbítrio para definir nossa vida? Somos guiados por nossa razão, ou somos essencialmente emoção?

    Quantas linhas de pensamento existe sobre a natureza humana?

    Quantas escolas a Psicologia tem?

    O primeiro marco que vou destacar nesta série de doze sobre o pensamento do homem sobre sua própria natureza, é o surgimento da Psicologia como ciência acadêmica. Pode-se dizer que este surgimento se iniciou há cerca de 200 anos, quando as pesquisas dos fisiologistas e dos filósofos começaram a ser integradas em uma nova disciplina. O método científico passou a ser utilizado em experimentos que podiam comprovar os resultados. E assim foi o início das psicologias atuais (porque existem algumas), não de uma forma imediata, mas sim a evolução progressiva do entendimento do homem sobre si mesmo.

    O que existia antes da Psicologia? Linhas de pensamento baseadas nas experiências subjetivas do filósofos. Podemos destacar os textos de filósofos gregos da antiguidade, onde questões como: de onde vem nosso pensamento? o que é pensamento? o que é emoção? e tantas outras, eram respondidas por estes pensadores. É interessante pensar que textos escritos há mais de 2500 anos ainda influenciam nossa maneira de perceber o mundo, não é?

    Esta série de pequenos textos que escreverei sobre a natureza humana não tem qualquer pretensão de ser um trabalho acadêmico, muito menos de revelar novos conceitos sobre psicologia, é apenas um breve resumo do vasto material sobre o homem, sua maneira de pensar, emoções, etc. – tenho certeza que será interessante para quem não tem a intenção de se tornar um estudioso do tema, e vai contribuir para um melhor entendimento das escolas de pensamento sobre nossa natureza disponíveis.

    No próximo texto vou abordar os conhecimentos que precederam o estruturalismo e o impacto desta que foi a primeira grande escola do pensamento psicológico. Confira!

  • 17 Ago 2008 /  Sem categoria

    A vida me sorria entao
    recolho os cacos que deixei no chao
    milhares de recordaçoes transformam tudo em canções e essa daqui é pra voce!

    Refrão

    Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nos
    e apagar cada lembrança sua
    que ainda existe em mim
    Eu sei que nada que eu diga vai trazer
    o longe pra mais perto de mim dessa vez
    por que
    gostar de alguem vai ser sempre assim
    irreversível

    A vida ri de mim entao,eu sei o quanto é triste te esperar em vão
    Mais acho forças pra cantar,quem sabe voce possa me escutar
    Eu so queria te dizer:

    Refrão

    Se eu pudesse desfazer tudo de errdo ente nos
    e apagar cada lembrança sua
    que ainda existe em mim,
    Eu sei que nada que eu diga vai trazer
    o longe pra mais perto de mim de mim dessa vez
    porque
    gostar de alguem vai ser sempre assim
    irreversivel

    A cada passo que eu dou pra frente,sinto meu corpo indo pra trás

    E a cada hora que vivo sem sentido parece me fazer te querer cada vez mais

    Eu trago em me apenas um sorriso braços abertos pra te receber,mais acabo sempre triste e sozinho procurando uma maneira de entender

    Se é irreversivel para mim,entao é reversível pra voce

    Se tudo tem que ser assim
    entao deixa ser
    Mas so queria te dizer:

    Refrão

    se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nos
    e apagar cada lembrança sua
    que ainda existe em mim
    eu sei que nada que eu diga vai trazer
    o longe pra mais perto de mim dessa vez
    por que
    gostar de alguem vai ser sempre assim

    Irreversível é só o fim
    Irreversivel é so o fim pra mim

  • 16 Ago 2008 /  Sem categoria

    Todas as coisas e também o homem, possuem um passado e, por consequência, uma história. Há dois modos de se relacionar com o passado: o positivo e o negativo. No primeiro caso, o passado é um reservatório de experiência, uma espécie de séries ultrapassadas por estudantes nas escolas que servem de base para a série em que se vive no curso da vida. Esse passado não passou pois encontra-se inserido em nossa vida presente. Nós somos como somos porque fomos como fomos. Assim, a vida assemelha-se a uma corrente com muitos elos que formam um todo e os elos de trás sustentam os que estão na frente e, se cortamos um dos elos, a corrente perde a unidade.

    Essa maneira de ver o passado é muito positiva porque podemos aprender com nossos erros. Ele nos torna pessoas experientes, vividas, que podem repartir essa experiência com outras pessoas, principalmente no processo educativo. Sobre este passado produtivo lembra Eduardo Prado: Os povos representantes das Grandes Civilizações são povos veneradores do passado e respeitadores de seu uso … Certamente o homem deve viver no tempo, mas a tendência para a contemplação do passado é um dom nobilíssimo da alma.

    Por este motivo esses povos, ao contrário de nossa civilização contemporânea, possuem um grande respeito pelos velhos, o que também é comum entre os povos chamados primitivos. Nessas culturas, os velhos são os arquivos vivos do seu povo, são aqueles que viveram, que palmilharam uma longa estrada e que, portanto, têm muito a dizer aos mais jovens.

    Há, porém, como já o dissemos, uma forma negativa de nos relacionarmos com o passado. Refiro-me àqueles que permitem que o passado os prenda em suas férreas cadeias, não permitindo que vivam o presente. Em geral são pessoas rabugentas, muito críticas do presente e que passam o tempo todo dizendo: no meu tempo não era assim. Essas pessoas, então, se voltam para o passado e, assim, se esquecem de viver o presente.

    A pior forma dessa prisão se dá com a pessoa que teve no passado, um fato extremamente desagradável que a marcou tanto que ela não consegue superar o acontecimento, virar a página e seguir em frente. São relativamente comuns pais que perdem seus filhos, amantes que vêem a pessoa amada partir e ficam tão machucados que transformam essa experiência em um fato quase religioso. Sei de um casal que perdeu um filho e se recusou a admitir isto por completo e, assim, conservam o quarto do filho tal como era, sem nada alterar como se vivessem na fantasia de vê-lo voltar de uma hora para outra. A velha senhora e seu marido transformaram aquele quarto em uma espécie de santuário e a memória do filho em um culto.

    Muitas pessoas que perderam um grande amor, decidem não mais se casar e vivem ela recordação como a Carolina do Chico Buarque que não percebe o tempo passar na janela, prisioneira do amor que lhe foi arrebatado.

    Algumas dessas pessoas, quando percebem que o passado lhes faz mal, buscam nas drogas, principalmente no álcool “alívio” de sua dor e quanto mais ingerem a droga mais sofrem, mais lhes aumenta o vazio interior e a vida vai perdendo o sentido para ela.

    Essas pessoas não percebem que não podem mudar o que passou. O que passou, passou. Passado é passado. Os fatos bons e maus que aconteceram ao longo de nossa vida, não mais podem ser alterados, entretanto, podem nos dar lição de vida. Esta é a famosa questão do se: Ah! Se eu tivesse tido tal atitude naquele momento, mas não tive; Ah! Se eu tivesse escolhido uma outra profissão, mas não escolhi; Ah! Se eu tiivesse ouvido meu pai, mas não ouvi. Nesses casos, não se pode trabalhar com hipóteses pois existe uma vida real, a que no passado, a minha escolha me levou. É esta vida atual que deve me interessar e dela que devo me ocupar.

    Uma outra forma negativa do passado é o cultivo do ódio, que alimenta o desejo de vingança, dificultando sobremaneira o perdão. Pessoas existem que guardam consigo ressentimentos passados, fazendo questão de não esquecê-lo. Essas também são prisioneiros do passado e o vivenciam quase que diariamente fazendo questão de lembrar sempre de sua chaga. Este tipo de pessoa é uma presa fácil dos obsessores e têm os seus sentimentos e pensamentos alimentados por inteligências maldosas externas a elas.

    Conheço um homem que, por causa de uma desavença séria em família, passou a odiar seu irmão.Quando eu o conheci este ódio já existia há mais de vinte anos sem perder a intensidade e era alimentado a “pão-de-ló”. Esse homem chegava à sofisticação de ter em seu escritório um retrato de seu irmão que ele usava para alimentar o seu ódio. Todos os dias, segundo ele próprio, olhava a face odiada e assim a sua ira contra o irmão aumentava consideravelmente.

    Assim, parece melhor modificar as nossas relações com o passado se tais relações nos fazem mal. “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”, disse Jesus certa vez. A pessoa que leva consigo um passado morto sem enterrá-lo, com o tempo, este passado passa a cheirar mal e os seus miasmas começam a fazer mal à intimidade psíquica. Recolhe do passado as boas coisas, as lições que a vida lhe deu e que o ajudou a vencer dificuldades; mas jogue fora todo esse entulho, todo esse lixo mental que envenena a sua alma. Esquece o mal que lhe fizeram, perdoa e passa, pois a própria vida cobrará a você um preço muito alto se você fizer o contrário.

    José C. Leal

  • 15 Ago 2008 /  Sem categoria

    Até hoje, a formação pedagógica é vista por muitos - até mesmo pelos próprios pedagogos - como pertinente apenas para professores de ensino básico e fundamental. Mas esta concepção está mudando, e muitas universidades já adotam assessorias pedagógicas, workshops e cursos que ajudam os docentes a criarem novas metodologias de ensino, melhorar o relacionamento com os alunos, e aprimorar sua didática.

    Por muito tempo, foi considerado que bastava o professor ter competência técnica e uma boa qualificação em termos de conteúdo - título de doutorado, ser um pesquisador atuante, publicar muitos artigos científicos ou ser um profissional renomado no mercado - para ser considerado capaz de dar aulas na Universidade. No entanto, o surgimento de dificuldades no aprendizado do aluno fizeram da formação pedagógica uma necessidade latente.

    “O perfil dos alunos muda com o tempo. Os estudantes de hoje cresceram no mundo interativo da Internet. Quando ele chega para assistir a mesma aula expositiva que era dada há 20 anos, não vê sentido nela. O comportamento dele é totalmente diferente do aluno de 20 anos atrás. Nós, professores, precisamos nos atualizar para acompanhá-los”, explica o pró-reitor de graduação da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Umbelino de Freitas Neto, que desde 2003 organiza anualmente três dias de oficina pedagógica para docentes de todas as áreas.

    O especialista em gestão universitária e ex-reitor da USP (Universidade de São Paulo), professor Roberto Leal Lobo, aponta ainda outras questões. Segundo ele, como o ensino se universalizou e mais gente hoje tem acesso à uma faculdade, o aluno entra com mais deficiências do que antigamente. Além disso, as turmas são heterogêneas, o que exige do professor uma postura diferenciada com cada um. O aluno precisa ser trabalhado. “Embora no Brasil haja pouca medida que comprove numericamente, a gente sabe que o índice de reprovação, evasão, e resultados negativos em exames nacionais como o da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estava crescendo muito”, diz Lobo.

    De acordo com segundo especialistas na área, as maiores reclamações dos alunos são: aulas entediantes, rotineiras e a relação autoritária do professor com o aluno.

    Resistência

    Desde os anos 90, quase todas as instituições - mesmo as públicas - já trabalham com metodologia do Ensino Superior, principalmente para professores recém contratados. “O problema é que, sozinha, esta disciplina não dá conta do recado. É preciso haver uma formação continuada e um acompanhamento permanente”, diz a presidente do ForGrad (Fórum de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras), Ana Iório.

    O problema é que muitos professores universitários - principalmente os mais antigos e de universidades públicas - ainda não valorizam o investimento na capacitação pedagógica. E até apresentam resistência à idéia. “Muitas universidades privadas já têm esse tipo de treinamento, mas são poucas as públicas por conta do viés direcionado mais para a pesquisa do que para o ensino. Além disso, professor só gosta de avaliar, não de ser avaliado”, afirma Lobo.

    No entanto, aos poucos, os docentes estão sendo pressionados a mudar de idéia porque, apesar de ainda não haver legislação que os obrigue a se capacitar nesse sentido, as discussões sobre o tema no meio acadêmico vêm ficando cada vez mais freqüentes e acaloradas. No XIX ForGrad, por exemplo, realizado em maio deste ano, houve um painel que tratou do tema “A formação do docente para Ensino Superior”, apresentado por Betânia Ramalho, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e presidente da Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação).

    “O professor universitário nunca foi formado para ensinar. Ele é contratado e avaliado pelas IES a partir de um campo específico de competências. Os concursos públicos priorizam o domínio do conteúdo. É por isso que, hoje, a estrutura de ensino das universidades públicas está em desvantagem em relação à pesquisa, que está muito mais avançada. Isso é um grande problema”, afirma Betânia, que acredita que a universidade está tardando demais a investir na estrutura de ensino porque é difícil desmontar uma tradição. “Mas já existe um movimento de renovação, puxado pelos especialistas da área da Educação, que revelam que algo precisa ser feito para modernizar a estrutura de Ensino, e o investimento é no docente. O conhecimento interdisciplinar exige cada vez mais do professor. Até porque, está havendo muita reclamação por parte dos alunos.”

    A pressão para que os professsores busquem mais qualificação fica ainda maior uma vez que começam a surgir cases de sucesso neste sentido. Há desde aquelas que exigem que professores recém contratados na universidade, durante os dois primeiros anos - o chamado estágio probatório - façam disciplinas de caráter didático (como metodologia do Ensino Superior) - é o caso da UFC (Universidade Federal do Ceará), da UFPB e da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), até as que montaram centros permanentes de assessoria pedagógica - como a Furb (Universidade Regional de Blumenau) e a UCS (Universidade de Caxias do Sul) - e o IBMEC São Paulo, que manda alguns de seus professores para um treinamento pedagógico na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

    Casos de Sucesso

    A UCS é vanguardista na iniciativa de implantar um centro que promove a qualificação pedagógica, o NPU (Núcleo de Pedagogia Universitária), criado em 1992. Os docentes são convidados a passar um semestre inteiro tendo encontros semanais com um professor-orientador, que acompanha toda a prática pedagógica deles e chama à reflexão sobre o tema. A partir dos apontamentos, o núcleo ajuda os mesmos a construírem novas práticas e saberes pedagógicos. Ao final, promovem um seminário onde os resultados são apresentados e discutidos com outros docentes.

    Além disso, o NPU realiza outras atividades, como oficinas pedagógicas sobre assuntos variados de interesse das diferentes áreas. E há assessorias pedagógicas permanetes, com pedagogos que orientam os professores de todos os cursos e centros (unidades que reúnem vários cursos de uma mesma área). “O docente não é obrigado a participar dessas atividades porque acreditamos que ele precisa querer mudar a prática pedagógica para fazê-lo. Então, eles são convidados. E, os que são mal avaliados pelos alunos são indicados pela coordenadoria”, explica a pró-reitora de graduação da UCS e coordenadora do NPU, Nilva Stédile.

    Atualmente, 90% dos “docentes-alunos” são recém contratados, em estágio probatório. “No início todos os professores tinham muita resistência, especialmente os dos cursos de Direito e Medicina. Achavam que ter o título de mestre ou doutor bastava. Mas, no terceiro encontro, a resistência já diminuía e sempre acabavam mudando sua prática em algum grau. E, depois de 10 anos de trabalho, a resistência já tinha acabado porque todo mundo já entendeu do que se trata”, conta Nilva. Desde que o NPU foi criado, 700 professores já passaram pelo seminário, os índices de reprovação nas matérias diminuiu, principalmente no Centro de Ciências Exatas, no qual passou de 15% para 10%, e a avaliação dos professores tem melhorado.

    Bem parecido ao sistema de orientação pedagógica do UCS é o sistema da Furb, implantado em 2002. A IES criou a figura de assessor pedagógico - que tem formação em pedagogia e mestrado em Educação - em cada Unidade Universitária. Eles têm uma forte articulação com a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação no âmbito de planejamento e execução da formação docente nos cursos, centros e na universidade como um todo.

    Há várias modalidades de formação - desde aula inaugural, até conferências e oficinas. “O interesse dos docentes tem sido crescente. Temos 900 professores na Furb. No primeiro curso de formação que fizemos, há três anos, só 60 participaram. No último, realizado este ano, foram 530″, conta a coordenadora geral dos assessores pedagógicos, Julice Dias.

    “Logo que iniciamos o trabalho, apenas 12% dos professores participavam das nossas atividades. E eles vinham com dez pedras na mão, contestavam tudo o que eu dizia, me chamavam de “pedagogenta”. Muitos achavam bobagem a metodologia que queríamos transmitir, achavam que os alunos tinham só que resolver exercícios em aulas expositivas. E quando a coordenadoria do curso os indicava por terem sido mal avaliados pelos alunos, eles recebiam isso como uma “bronca”. Mas depois viram que na verdade era uma assistência que estávamos dando a eles. Tanto que, hoje, 30% dos professores participam das nossas atividades, e muitos deles são meus parceiros na formação. Um deles, engenheiro químico, está fazendo até um projeto de pesquisa sobre o assunto”, conta a assessora pedagógica do CCT (Centro de Ciências Tecnológicas), Clara Maria Furtado.

    A resistência foi diminuindo com o tempo também porque o trabalho dos pedagogos foi sendo aprimorado. “Nós sabíamos muito o discurso, mas na prática é tudo diferente. Além disso, nós da pedagogia aprendemos mais a trabalhar com o aluno criança. Tivemos que reformular nossas concepções e aprender como um aluno adulto funciona. Com o tempo fomos encontrando soluções, junto aos professores, de como tornar o discurso viável na prática, nos adequando à realidade deles. Fomos aproximando nossas lingüagens, evitamos alguns termos da pedagogia, aprendemos a fazer analogias com suas vivências “, explica.

    O IBMEC São Paulo, desde 2001, manda cerca de cinco professores por ano para a Harvard Business School para o curso de dez dias “Participant Centered Learning”, que ensina um método de ensino centrado no aluno. “A idéia é tornar a aula mais discussão e menos exposição”, explica o coordenador da graduação em Administração, Sérgio Lazarini. Ele explica que, de acordo com pesquisas internacionais, 24 horas depois de ter assistido uma aula expositiva, os alunos retém só 5% do conteúdo. Quando a aula é interativa, o índice de retenção sobe para 50%.

    Mas Lazarini diz que além de alguns professores resistirem, há resistência também por parte dos alunos. “É que é muio mais difícil preparar uma aula interativa e ser um condutor do grupo do que ir lá, apresentar alguns slides, contar uma piada ou outra, e pronto. Por parte dos alunos, muitos têm a sensação de que o professor não está ensinando, já que fica o tempo todo chamando-os a participar”, explica.

    Bárbara Semerene

  • 15 Ago 2008 /  Sem categoria
    Olá peixinhos,
    Segue a letra da mais nova música da IT
    
    “LUXÚRIA” 
    
    Letra / Musica – Isabella Taviani 
    
    Dobro os joelhos
    Quando você me pega, me amassa, me quebra,
    Me usa demais
    Perco as rédeas
    Quando você demora, devora, implora sempre por mais 
    
    Eu sou navalha cortando na carne
    Eu sou a boca que a língua invade
    Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde 
    
    Disfaça assim de mim
    Que eu gosto e desgosto, me dobro,
    Nem lhe cobro rapaz
    Ordene e não peça
    Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu gás 
    
    Sou o encaixe, o lacre violado
    E tantas pernas por todos os lados
    Eu sou o preço cobrado e bem pago
    Eu sou um pecado capital 
    
    Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo
    Surpreender seus movimentos
    Virar o jogo
    Quero beber o que dele escorre pela pele detlhes
    E nunca mais esfriar minha febre
  • 12 Ago 2008 /  Sem categoria

    Mais um aniversário, muito tempo sem escrever, mas acho que agora pode ser possível, já não tenho tanto assunto, dieta não me interessa mais como antes, mas continuo gorda, na mesma.

    De todas as coisas que hj me aporrinham é ter que cuidar da casa, faz 5 meses que estou morando sozinha, sozinha qdo a Diana deixa!! Mas responsável pelas minhas contas e pela minha casa, eu tenho liberdade, não que eu não tivesse na casa dos meus pais, mas posso deixar a louça na pia, a roupa no chão, as revistas espalhadas….. como?!!!, NÃO, não posso!!! Por que nada sai do lugar sozinho.

    Eu não sou uma boa dona de casa, minha mãe tinha razão, não adiantou meu 5 LIVROS DE COMO LIMPAR A CASA, definitivamente sou péssima nisso! É como estudar física, não dá, eu me esforço, mas não tenho o dom, eu não entendo como tudo isso cabia no quarto da casa da minha mãe, e nem como eu posso ter tanta meia a ponto de ocupar uma gaveta!!!

    Cuidar de uma casa é muito pior que tentar emagrecer!

    A saga segue…..

  • 11 Ago 2008 /  Sem categoria

    Todo ano é a mesma coisa, eu juro que não vai fazer diferença, que não vou me importar, mas fico pilhada um dia antes, neste ano nem é pq vão ou não vão lembrar, até pq são 01h42min, e nem é possível alguém ter me dado parabéns, a não ser eu mesma,

    Depois de ir ao mercado comprar algo para comemorar com meus colegas de trabalho, estava até agora cozinhando, e ate a do de cabeça que vem me acompanhando desde sábado foi embora, acho que minha TPA, é pior que a TPM, e este ano coincidiram.

    Já chorei, e provavelmente ou chorar antes terminar este texto, afinal é meu primeiro aniversário sozinha…na minha casa, dona da minha vida, tem coisas que damos uma importância desmedida, eu sou cheia de dar importâncias a coisas sem importância…

    Não sei….mas é muito estranho, é como viajar sozinha, vc fica mais forte depois que percebe que sobrevive.

    Acho que neste ano não vou sofrer tanto pelos que não vão lembrar, já aceito que a vida moderna torna a vida dos que nos rodeiam insignificantes, até pq ultimamente as nossas são vidas insignificantes, ou é mais uma meã-culpa pq neste ano esqueci o aniversário de pessoas importantes, até mesmo com lembrete no orkut!!

    Mas desejo pra mim, que neste mais um ano de vida eu possa realmente ficar experiente, que possa amar mais o meu próximo, ser mais generosa, prestar mais atenção nos idosos, que as coisas neste condomínio parem de ser tão tumultuadas que eu consiga ser sorteada na vaga da garagem e ganhe um carro em uma destas tantas promoções que participo, que eu consiga economizar e parar de compra tanta besteira, pra poder ter um telefone com internet, que o mais rápido possível eu consiga arrumar as pias do banheiro e da cozinha, trocar a torneira já comprada da cozinha e comprar uma dupla para o tanque e instalar a cortina da sala, que nos próximos meses eu consiga comprar uma tábua de passar roupa, um grill, colocar as portas e as guarnições faltam que e que no próximo ano eu compre o sofá e uma estante e coloque TV a cabo, pois não agüento mais a TV aberta, esqueci o espelho do banheiro, rs…

    Enfim, que quanto mais eu envelheça, mais eu possa ser feliz!!!

    Uhu!!!Parabéns pra mim!!!!!

    Beijos e tchau