ANÁLISE - Resident Evil 3 Tributo para Raccoon City

Continuando minha sequencia de análises no quesito “survivor horror”…

Resident Evil 3 ? Sua última escapatória: O horror antes e depois.

Poucas seqüências de games chegam ao terceiro capítulo com o mesmo fôlego apresentando, de forma geral, uma história ramificada. Quando isso ocorre, é a prova viva de que o jogo oferece um enredo no mínimo interessante, moderno e cativante. O terceiro game da série, que já consolidara sua hegemonia e qualidade no mundo gamístico, transformou-se em um dos melhores da série.

Caindo logo no gosto dos fãs petrificados e chamando para a órbita dos zumbis, uma outra gama de adeptos. Não é pra menos, o game parece que fora feito para agradar fãs ardorosos como para novatos e também, diga-se de passagem, àqueles que não encontravam motivos para jogar os dois primeiros games da série. Isso sem falar já na propagada qualidade da série Resident Evil que já serviria de ?fôrma? para a ?fabricação? de novas séries que invadiriam o universo dos games como todos já sabemos…

Enredo ? Um misto de nostalgia e descobertas fantásticas.

?28 de Setembro. É dia. Os monstros tomam conta da cidade. De algum modo, eu ainda permaneço viva?. Com essas palavras, Jill Valentine, minha amada Jill Valentine, retorna mais linda do que nunca para testemunhar os efeitos primários do G-vírus na cidade de Raccoon City. Basicamente, para aquele que jogou o segundo episódio, a primeira parte do game caracteriza-se na comprovação da exposição do vírus tendo como ratos os propagadores. Ruas e becos da cidade totalmente invadidos por zumbis e animais mutados por terem entrado em contato com G-vírus.

E Jill, fazendo valer suas palavras iniciais, permaneceria viva para descobrir os verdadeiros motivos de toda aquela tragédia, que para nós fãs, já era anunciada…24 horas antes de Claire Redfield e o até então novato policial Leon S. K. chegarem naquela cidade, Jill já encontrava motivos suficientes para lutar pela própria vida. Numa luta sem tréguas contra um inimigo que foi ?programado?(?!) para matar todos os membros do Time Alpha, S.T.A.R.S. Jill teria que enfrentar esse desafio e encontrar uma maneira de sair daquele inferno.

A corporação Umbrella mais uma vez estava envolvida. Durante o game o enredo faz-se completar com alguns fatos do primeiro e segundo episódios. As ligações dentre muitas vão desde personagens como cenários. Gostoso demais andar por lugares que ainda não estavam destruídos antes de Claire e Leon chegarem à cidade! Melhor ainda pensar que Jill havia passado por ali antes dos dois! Dentre uma descoberta e outra, a aparição de novos personagens, o motivo da morte de outros, e a expectativa do surgimento de dezenas foi um ponto de Resident Evil 3.

Em determinado momento do jogo, vamos testemunhar as 24 horas que se sucederam após Leon e Claire chegarem a Raccoon City…uma boa sacada na série. Em resumo, o enredo caiu como uma luva para explicar alguns pontos até então obscuros na série e fez isso com competência notória. Além de apontar o futuro de toda a série…

Personagens ? Carisma confirmado e origem de pessoas notáveis na série.

Jill Valentine ocupa um lugar especial em meus pensamentos. E a sua volta foi um presente! Mostrando mais audácia em enfrentar os feiosos atingidos pelos vírus e tendo como vestimenta aquele ?tomara-que-caia? ( que pena, não caiu! ) foi o ápice. Mas não só Jill merece atenção. Carlos, o mercenário, tornar-se-ia um personagem muito carismático. Aliás, toda a equipe dos Mercenários, um esquadrão sustentado pela Umbrella para situações de alto risco, merece aplausos. Nicolai nem se comenta, a postura e desenvoltura do mesmo são fantásticas!

Brad, que até então só conhecíamos pela voz e como zumbi em RE2, foi uma surpresa formidável! Pena que encontrou o Nemesis pelo caminho… O mesmo Nemesis que se encarregava de destruir os membros da S.T.A.R.S. que restavam. Com inteligência acentuada , pelo menos comparado com outros, o sujeito não deu trégua nem por um segundo para encontrar Jill e massacrá-la.

Mas Jill é infinitamente melhor, em todos os sentidos , do que Nemesis. ?Você não queria a S.T.A.R.S.? Eu lhe darei a S.T.A.R.S.!?. Massa! Loucura demais! E o aparecimento de Barry no fim do game foi de tirar o fôlego…nem merece comentários…já fico todo arrepiado…

Gráficos ? Evolução e sustentação de uma marca.

Falar em bons gráficos na série Resident Evil seria até redundante. A qualidade gráfica do terceiro game é impecável, muitos se arriscam a comentar que se trata dos melhores encontrados no console de 32 bits da Sony no que reza a Resident Evil… Bem, de qualquer forma, foram formidáveis. Tal qual a qualidade das CG´s. Belíssimas! Desde a própria apresentação até a destruição de Raccoon.

A minha preferida é a do helicóptero, lá na Clock Tower…aquela CG é digna de prêmio. Quando se está envolvido com a história primeiramente passa uma mensagem que tudo aquilo tinha acabado quando se descobre que era apenas uma mera ilusão pois o Nemesis teve inteligência suficiente ( !) para levantar sua bazuca e disparar no helicóptero! Fantástico! Os cenários por si só já apresentaram uma ótima definição e retrataram fielmente o que havia ocorrido na cidade outrora.

Som ? Primazia em enfrentar o medo.

Um dos grandes momentos que envolvem a parte sonora do game é quando entramos na RPD. Uma volta nostálgica ao nosso ótimo RE2! Pelas ruas da cidade o clima imposto pela trilha sonora completa a sensação de temor. De imaginar os momentos em que Nemesis poderia aparecer…muito boa mesma. As vozes dos personagens também muito boas! O Nemesis com sua única lição de casa dizendo: ?S.T.A.R.S.!!!?. Mais um ponto para Resident.

Jogabilidade ? A manutenção clássica novidades inquietações para alguns = todos satisfeitos.

Há pessoas que irão morrer dizendo aos quatro ventos que nunca jogarão Resident Evil enquanto o modo como se movimenta o personagem não apresentar uma modificação radical. Tenho uma notícia pra essas pessoas: Vcs nunca jogarão Resident Evil. Continuarão a ser almas desgarradas, condenadas ao Tártaro..hehe . Mas já que gosto não se discute, retomemos ao ponto. Resident Evil 3 apresentou alguns novos movimentos que em minha opinião foram muito felizes.

O empurrar e a ação da meia-volta - 180º, principalmente. Muita praticidade. A meia-volta é muito útil! Dinamiza o jogo. Um legado que permaneceria. Gostei bastante. O jogo se tornou até mais leve, mais suscetível a traquinagens. Outra coisa: a capacidade de produção de munição. Esta até que foi legal…mas não caiu muito no gosto do povo. Fico neutro neste quesito.

Epílogos ? Um achado para os fãs.

Se fosse necessário terminar o jogo 100 vezes para obter os epílogos eu o faria sem reclamar. Pois além de jogá-lo 100 vezes ( uma dádiva, diga-se de passagem…hehe ) descobriria nada mais nada menos do que o que ocorreria com a série dali pra frente. O esboço de Resident Evil Code Verônica já se encontrava no epílogo do Chris quando ele diz que recebeu uma mensagem dizendo que sua irmã havia sido capturada…ora, essa é justamente a apresentação do Code Verônica!!!

Tenho dupla certeza em afirmar que Sherry irá encontrar Claire, pois no epílogo de ambas há uma promessa mútua de reencontro. Quando isso vai ocorrer que é uma incógnita. A própria revelação de que Leon partiria para uma outra organização ficou clara no epílogo dele…Ada Wong vive, e sua sustentação dentro da série é Leon, Ada aparecerá no quarto episódio? Hunk, aquele que sempre supera, poderia muito bem aparecer a qualquer momento…Barry também já que se despedira de sua família…Jill chegando no apartamento de Chris, pega a faca dele e diz que quer se juntar ao companheiro para acabar com a Umbrella… Partindo do pressuposto de que Mikami esteja se orientando pelos epílogos…então não tem como ser diferente! Vamos aguardar!

Raccoon City…uma cidade que nunca esqueceremos.

Todo game tem suas particularidades, um momento que fica marcado na memória de todos aqueles que o acompanha como parte de um bom momento ou situação de agrado. Seja este momento ao lado de um amigo que não mais estar conosco ou daquela turma do colégio que ninguém mais entra em contato para lembrar daqueles bons tempos…não é verdade?

Pois bem, aconteceu comigo em Resident Evil. Meus amigos e eu sempre falávamos muito em Raccoon City. Falávamos que nossa cidade era a própria…hehe . Isso acontecia ao longo da série. No final de Resident Evil 3 foi trágico pra gente. Pois sabíamos que não mais existiria uma das cidades mais conhecidas do mundo dos videogames. Todo o carisma que a cidade apresentava, palco de tantas lutas pela sobrevivência. Vítima de conspirações e interesses medonhos…com ela, um povo que se tornou refém de uma corporação. Praticamente escravos.

A situação lhes proporcionou essa condição, sendo a fábrica uma das únicas que empregavam significativamente na cidade. Lugares como o Departamento de Polícia, a Clock Tower, os restaurantes, até os próprios esgotos ( !)…fizeram história. Para aqueles que acompanharam e jogaram o RE1,RE2,RE3 várias vezes isso provocou um comentário mesmo que implícito de ?Raccoon City não…destruí-la não!?. Mais o vírus tinha tomado proporções gigantescas, não havia como impedir.

E assim, como assistimos aos noticiários, o governo americano lança uma bomba…tsc..tsc…tsc…coincidência? Ei, não estamos falando em jogos de videogame? Estamos sim, mas acontece que os E.U.A. mandam bombas até em Resident Evil…pode? hehe . Então, fica aqui registrado meu eterno sentimento para as mais de 100 mil marcas que Raccoon City sofreu…e que um dia, a empresa responsável por isso, seja devidamente punida!

Até a próxima análise pessoal!
analises boas tem que conter imagens !

Não sei colocar…hehehe

Não sei colocar…hehehe

quando vc vai postar uma resposta clica no botão IMG ai depois escolhe uma imagem clica com om lado direito do mouse na figura vai em propriedades copia a URL ou endereço da imagem..cola aqui no forum e depois aperta o botão da img de novo pra fechar !!!

é fácil !

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